quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Papas laberças com farinheira e queijo ralado

 Papas laberças com farinheira
 
 Ingredientes:
3 colheres de sopa de azeite
1 alho-francês médio (só a parte branca) 
1 dente de alho
1/2 farinheira
2 folhas de couve de caldo-verde
1 colher de café de cominhos
1/2 colher de café de sal
1 pitada de piripiri ou pimenta
1 colher de café de açafrão das Índias
2 colheres de sopa de farinha de milho
 queijo flamengo ralado

A preparação está nas fotos, mas eu dou uma dica:
levar ao lume o alho-francês e o dente de alho picados.
Desfazer a farinheira sem pele.
 Juntar água quente e a couve e deixar cozer, mexendo.
Juntar cominhos, sal, piripiri e açafrão.
Vai-se juntando água quente.


 Desfazer a farinha de milho num pouco de água fria
 e juntar ao que está ao lume.
Mexendo sempre, deixa-se cozer até ficar uma papa.
 Deitar num recipiente
 e espalhar por cima queijo flamengo Terra-Nostra ralado.
 Deixando arrefecer ficou assim... lindo!
 Podem-se comer estas papas frias, 
mas estas foram para o prato ainda mornas!
Papas


      Xarém ou xerém no Algarve e também em Cabo Verde, papas de milho na Madeira, canjiquinha no Brasil, polenta na Itália, papas laberças na Beira-Alta e mais designações por esse mundo fora… vão dar ao mesmo: papas de farinha de milho com moagem mais ou menos fina, que são cozinhadas com o que se lhe quiser juntar!!!


      No Algarve o xerém é preferencialmente feito com amêijoas, pelo menos é o mais afamado. Mas não deixam de ser papas!

      Na Itália é a polenta, ou seja, papas!

      Em Cabo Verde, o xarém é exatamente igual ao do Algarve; apenas os ingredientes e as gorduras poderão fazer a diferença. São igualmente papas!

      Na Madeira, não há dúvidas: são mesmo as papas de milho.

      No Brasil há zonas onde lhe chamam canjiquinha, mas o país é tão extenso, não é de estranhar que seja conhecida em Pernambuco e não a conheçam em Santa Catarina ou na Amazónia! Mas não deixam de ser papas!


      Nem é preciso ir para tão longe! Mesmo em Portugal há muitas pessoas que nunca ouviram falar em pratos típicos das nossas várias regiões.

      Mas eu respeito as tradições e não vou para a Beira-Alta dizer que as papas laberças não são papas laberças, mas sim xarém ou polenta!


      Aqui no blogue eu já mostrei as que faço como a minha avó paterna ensinou à minha mãe, à moda da Beira-Alta. Fazendo estas… podem-se fazer todas as outras variantes. É uma questão de imaginação e gosto pela coisa!...


      Atenção! Eu não estou a falar para vegetarianos! Não estranho nem critico os que o são, e eu própria faço algumas refeições vegan por comodidade!


      Sei que há muitas pessoas que não gostam de alguns alimentos. Vai sendo cada vez mais difícil encontrar pessoas que comem de tudo. Não gostam de favas, de lentilhas, de beterraba, de papas!… E o pior são as que franzem o nariz e até se dizem enojadas (coisa nada delicada de dizer diante dos apreciadores!...) quando alguém diz que gosta muito de, por exemplo, caracóis, sarrabulho, tripas, cabidela, farinheira, língua, rabo de boi, mão de vaca, bochechas, maminha… 


       Só me deu para isto porque hoje cozinhei estas papas laberças que inventei para o almoço. Gostámos muito, apesar do meu filho as ter achado muito calóricas! Acho bem que ele, no auge dos seus lindos e elegantes 44 anos se vá preocupando com isso das calorias!... Não é prato que eu faça assim com tanta frequência, mas...


      A sopinha foi de tomate, mas desta feita, em vez de batata coloquei 4 colheres de sopa de flocos de aveia. Depois de triturada deitei cebolinho e salsa picados. Ficou boa, macia e bonita!


      Mostro as fotos das etapas, apenas para as cozinheiras inexperientes que gostam de tudo!!!
      Divirtam-se inventando na cozinha... como eu!
Aguardo as vossas invenções!
UM ABRAÇO

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Desenhos a lápis de carvão

Como não tenho pegado em agulhas, 
mostro o que fiz há dias 
quando peguei no lápis de carvão!
Esclareço que estas minhas netas mais velhas
são muito mais bonitas do que o desenho que fiz a olhá-las!
Ficando sossegadas por um quarto de hora
- coisa que estas duas meninas sempre fizeram sem esforço -
apanhei-lhes a feição, embora sem grande precisão. 
É apenas um desenho feito por mim!
Aqui é a Maria Teresa:
 Aqui é a Maria Paula:
filhas da minha filha Teresa Paula.
Fica aqui um cheirinho da minha vertente artística!...
Que acham?
Ah! Estas netinhas estão a estudar artes 
e desenham muito melhor do que avó 
que estudou línguas!
UM ABRAÇO

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Como encurtar as mangas duma camisa

Desde jovem, o meu marido sempre gostou de camisas de xadrez,
independentemente de estarem ou não na moda.
A verdade é que sempre aparecem nas montras!
E eu, sabendo do que ele gosta, faço-lhe a vontade e,
 de vez em quando, ofereço-lhe uma, sabendo que vai gostar!
Desta vez foi esta assim muito alegre, muito garrida, 
a condizer com a sua imensa alegria de viver!...
Na hora da compra surgiu uma dúvida: a camisa parecia grande,
mas o número abaixo parecia pequeno.
Serviria na zona mais arredondada do abdómen?!...
Em que ficávamos? O contemplado não estava presente
e a menina da loja aceitava a troca, no caso de não ficar bem.
Trouxe a camisa para casa e aqui confirmou-se o dilema:
para servir no tronco ficava comprida nas mangas!
Vou trocar! - disse eu.
Não! Gosto muito dela! - disse ele.
Mas fica-te muito grande!
Uso-a com as mangas arregaçadas!
Mas também é muito comprida!
Meto as fraldas por dentro das calças!...
Tá bem!...

Enquanto ele saiu para comprar fruta 
eu peguei na tesoura e fiz o que a seguir mostro:
descosi o punho, cortei um bocado e voltei a coser.
 Depois cortei um bocado no comprimeto e cosi a bainha.
 E digam lá: não ficou um belo trabalho?!
Agora terei de fotografar o meu barrigudinho com a linda
camisa nova... feita à medida!...
UM ABRAÇO

domingo, 20 de agosto de 2017

Sopa de Tomate e Ovos Mexidos com Tomate

Há muito tempo que não apareço por aqui!
Outras atividades fizeram ausentar-me deste espaço
que não quero, nem posso deixar ao abandono.
O calor que se faz sentir também não me tem dado oportunidade
de pegar em agulhas e fios,
que tem sido o tema principal das minhas publicações.
Também não passo o tempo entre agulhas,
como nem seria necessário referir.

Fui de férias… miniférias, muito agradáveis,
com um casal amigo… amigo de verdade!
Sobre as férias tenho colocado algumas fotos no outro blog


De regresso a casa havia que cozinhar uma sopinha
uma vez que, durante uma semana, comemos,
na maior parte das refeições e por opção dos quatro viajantes,
sandes, saladas, iogurtes, frutas… com direito a vinho ao jantar!
Foi uma €conomia em tempo… € não só!!!...

Instalados de novo em casa, mãos à rotina possível:
num instante apareceram tomates bem maduros.
Com eles fiz uma sopa de tomate e, olhando-os,
ao meu marido vieram-lhe à memória 
os ovos que comia em casa, quando era pequeno.
Na minha casa também comíamos ovos com tomate,
e faço-os às vezes. 
Por todas estas razões acabaram por ser o nosso jantar.

Toda a gente sabe fazer... mas vou dizer como fiz:

Sopa de tomate
Levar ao lume, num fio de azeite, 1 cebola e 2 dentes de alho picados.
Juntar depois 4 tomates grandes bem maduros, deixar cozinhar um pouco, juntar 2 batatas laminadas, 1 pitada de sal e depois 1l de água a ferver.
Triturar quando a batata estiver cozida. Pode-se comer morna ou até fria.
Aqui foram com peles e grainhas, mas os mais esquisitos acham que essas coisas podem incomodar na deglutição!!!...

Ovos mexidos com tomate
Levar ao lume, na frigideira, um fio de azeite e uma noz de manteiga. Juntar uma cebola pequena e 1 dente de alho picados e a seguir 2 tomates bem maduros, picados, sem peles nem grainhas. Deixar cozer por uns minutos, mexendo, e juntar 4 ovos batidos com uma pitada de sal.
Tão simples, tão fácil... inofensivo e reconfortante...
além de matar saudades da nossa infância!...  
Contem-me as vossas versões destas tomatadas!
UM ABRAÇO


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Manta de quadrados de tear tridente

Por cá está calor, é verdade, 
mas eu tinha alguns quadrados destes já feitos
e na praia de Quiaios, à noite,
chega a soprar uma aragem muito fresca... por vezes até fria!
Lá, ao serão, entretenho-me a fazer quadrados no tear tridente.
Durante o dia aproveito o sol e o mar, passeio, caminho, leio...
À noite distraio-me a ver TV e ocupo as mãos em tarefa fácil.
Há sempre uns restinhos de fios e, se acabam, compram-se mais!
Os quadrados tecidos a eito e à toa serão utilizados em mantas:
umas grandes, outras pequenas como já fiz várias. Esta é pequena.
Vai para um bebé que está quase a nascer e espero que agrade!
É rústica, mas poderá ser usada em casa dos avós, nossos amigos,
aconchegando o menino no ávido colo daqueles adoráveis vovós, 
que tão ansiosos estão com a chegada deste primeiro netinho! 
Aqui mostro outra manta e o tear onde teço estes quadrados.
Espero que gostem!
Boas férias para quem está no tempo delas! 
Para mim a palavra férias já tem pouca força:
tenho todo o tempo do mundo...
e aproveito-o da forma adequada à minha situação de 
aposentada!
UM ABRAÇO

sábado, 8 de julho de 2017

Casaco de tricô para uma neta de 17 anos

Dei com estas fotos em rascunho! (???)
Este foi o casaco que tricotei para a minha neta MP a seu pedido.
Encontrou o modelo na net,  mandou-me a foto
 e o resto ficou por minha conta!
Eis como ficou no corpinho da minha neta: 

O modelo é este, mas a minha neta não é tão desnutrida
como esta menina!


O ano passado, quando fui levar o meu neto a São Miguel,
tricotei a parte central do casaco numa semana.
Veio sem mangas e por coser, tarefa que concluí cá.
Comprei lá o fio e ainda tricotei as frentes por duas vezes,
porque na primeira vez ficaram muito largas!!!
Vou mostrar as fotos das várias etapas
para quem o quiser fazer.
O fio é muito macio e as agulhas não são muito pesadas.
A seguir mostro como fiz nas costas os aumentos escondidos.
 As costas não se veem nas fotos da net, mas tive de as tricotar assim
com estes aumentos no meio, para que os ombros
ficassem com o mesmo número de malhas das frentes,
uma vez que estas são dois retângulos
e um dos lados descai no ombro.
 Também não cosi como na foto da net, mas acho que não ficou mal.
Levantando as malhas para fazer as mangas:
 E estas foram as sobras!
Também não fiz as mangas mais largas no punho.
Assim ficaram melhor para quem não é tão magrinha
como o modelo da net.
 Em mim ficava assim... mas fica muito melhor no corpinho
da minha neta!
Apesar de parecer muito quente, não é!
É muito macio e fácil de fazer.
O da net é feito à máquina, mas à mão fica assim!
O que acham?
UM ABRAÇO

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Salada de pescada com cuscuz

Com este calor não há tricôs para ninguém!
Saladas, sim! 
Esta nada tem de especial, só a mostro como pretexto!
Dá bem para ver e foi feita com o que havia em casa,
depois de uma semana fora,
alegremente passada na praia com as duas netas mais velhas.
As fotos da salada vão a seguir,
 as netas estão no outro blog: aqui.

1 posta grande de pescada do Chile congelada
1 cebola picada
2 hastes de aipo laminadas (e sem fios)
2 tomates picados 
4 folhas de alface ice
cebolinho fresco picado
2 ovos cozidos (1 picado e 1 para enfeitar!)
2 colheres de sopa de cuscuz 
1 colher de café de cominhos
azeite
sal
sumo de limão
azeitonas
Cozi no micro-ondas os cuscuz 
com uma pitada de sal e uma colher de chá de azeite,
 uma colher de café de cominhos
e só os juntei à salada depois de frios, assim como a pescada,
depois de cozida e despedaçada.

A caminho da praia de Quiaios parámos em
Olhos de Fervença,
um lugar fresco e muito agradável onde se pode tomar banho
nestes dias quentes de verão. 
Nós não tomámos banho, mas tomámos um panaché bem fresquinho...
e apreciámos a paisagem e o sossego!
Havia poucas pessoas.
Aqui no meu outro blog, 
que anda um pouco esquecido...
 poderão ler uma pequena crónica com alguma piada!
UM ABRAÇO


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Casaco de tricô para bebé (tam. 3 - 6 meses)

Desta vez tricotei este casaco para o bebé de 3 meses,
que o irá vestir no próximo inverno.
Segui o modelo do casaco verde que mostrei aqui
e a seguir mostro a receita deste.
Ficou assim, um pouco maior do que o verde.
Ainda não preguei os botões de nácar.
Não tenho outros com bonecos a condizer, 
mas acho que estes ficam bem.
Para fazer conjunto com este casaco
ainda irei fazer o gorro de aviador e as botinhas.
A pedido da avó, minha grande amiga (babada!...),
usei bege do fio de novelo "o bebé", cor 44, da Brancal,
com agulha (circular) nº. 3,5.
Ficou muito fofo!
Como o bebé ainda nem nasceu... a avó só irá ver 
a touca e as botas depois do verão!
Com este calor... nem pensar nisto!
Tenho andado no meio de tecidos e hoje acabo
outra blusinha para mim, que mostrarei oportunamente.

Vai aqui a receita deste casaco, para quem o quiser copiar.
O verde foi visto por 9096 pessoas... mas só 6 comentaram!
Espero que me deem a vossa opinião, 
para eu sentir vontade de mostrar mais... habilidades!
OBRIGADA!
UM ABRAÇO

Casaco de tricô para bebé (tam.3-6 meses)
(modelo meu a que chamei Teresinha2)

1 - Lançar 60 malhas e tricotar 4 carreiras de nós de liga. Depois:
2 - tricotar 25 m em meia e as restantes 35 em liga;
3 - tricotar 35 m em liga e voltar para trás em liga;
4 - tric. 60 m em liga; - repetir;
5 - 35 liga, 25 meia;
6 - 60 liga; - repetir;
7 - 25 meia, 35 liga;
8 - 35 liga e voltar para trás em liga;
9 - 60 liga; - repetir;
10 - 35 liga, 25 meia;
11 - 60 liga; - repetir;
12 – repetir da 7 à 11 por + 2 vezes;
13 – 25 meia, 35 liga;
14 – 35 liga e voltar para trás em liga;
15 – 60 liga;
16 -  aumentar 6 malhas e tricotar as 66 em liga até 13 carreiras de nós de liga, contadas a partir daqui;
17 – aumentar 25 m no lado do outro aumento para iniciar a 1ª. manga e tricotar em liga essas 25 m + outras 25 e suspender num alfinete as restantes 41 malhas;
18 – aqui começa a tricotar a 1ª manga com 50 malhas em liga, tricotando 2 malhas juntas a duas malhas do começo e a duas malhas do final de cada uma das seguintes carreiras: 3ª. e 9ª., até ficar com 46 malhas na agulha;
19 – tricotar 31 nós de liga e na 32ª. tricotar alternadamente: *2 juntas em liga, 2 juntas em liga, 1 liga, 1 liga*, até ficar com 30 m na agulha;
20 – tricotar 5 carreiras de nós de liga e arrematar.
21 – levantar as 25 malhas da manga (ver foto do casaco para recém-nascido), tricotá-las e apanhar as 41 malhas do alfinete;
22 – tricotar as 66 malhas em 13 carreiras de nós de liga, pegando nas malhas das respetivas carreiras do ombro, no final de cada carreira, ficando com ele já  fechado;
23 – matar 8 malhas para fazer a frente do decote e começar o motivo do canelado, igual ao já feito nas costas, mas com 25/35 malhas;
24 – depois do 8º. canelado em meia aumentar 8 malhas para tricotar o 2º. ombro em 13 carreiras de nós de liga;
25 – aumentar 25 malhas para iniciar a outra manga e suspender as restantes 41 no alfinete;
26 – copiar a outra manga repetindo da alínea 18 à 21;
27 – tricotar o outro lado das costas: matar as 6 malhas do decote e iniciar o canelado 25/35, como na outra parte das costas;
28 – tricotar 4 carreiras de nós de liga, fazendo as casas para os botões e arrematar;
29 – coser as mangas;
30 – levantar  68 malhas no decote, tricotar 5 carreiras de nós de liga, (não esquecendo de fazer 1 casa) e arrematar, terminando assim um lindo casaco para bebé, no tamanho 3 – 6 meses!
Espero que a receita não tenha erros!
Se tiver, sei que as habilidosas saberão corrigi-los!...

terça-feira, 20 de junho de 2017

Trabalhos com retalhos - bolsas e individuais

Ontem e hoje não levei os pés à rua. 
Anunciaram que a noite ia ser quente, por isso fechei todas as janelas.
De manhã eu ia abri-las, mas fechei-as imediatamente tal foi o bafo quente que entrou.
Como não pude sair, mergulhei na montanha de retalhos. 
Alguns já estavam cortados, outros já estavam cosidos,
outros fui cortando, mas voei muito baixinho:
ainda não tenho arcaboiço para me lançar em projetos difíceis!...
Individuais: peças que fazem sempre jeito numa cozinha, num tabuleiro...
nosso ou de quem os receber!
Se ficar na família, quem os usar irá recordar o bibe, a camisa, o vestido,
a toalha de mesa!...
O alfineteiro foi-me oferecido e feito pela minha prima-irmã Ceuzinha.
É lindo e penso nela cada vez que mexo num alfinete!
  Aqui usei fitas para acabar com restos!
Dois individuais para duas moças que me são muito queridas.
O voo um pouco mais alto foi este: duas bolsas com fecho. 
 Aproveitei dois pedaços de retalhos já cosidos que, afinal,
ficaram no fundo!
 Andei pelo youtube a ver como se pregava o fecho com forro e tudo,
mas em todos os vídeos usavam fechos de separar...
e eu não tinha
Quer dizer, eu não tinha procurado bem no saco de tantos fechos!
Dei voltas e mais voltas, mas acabei por terminar, 
embora sem aquela destreza das excelentes professoras do youtube.
 Apanhando o jeito e incluindo uma boa dose de batota...
apeteceu-me fazer esta outra bolsa para mim.
 Tive de coser à mão uma parte do fecho para ficar mais perfeito,
mas acabei por picar um dedo duas vezes!
Desconfio que alguma das pintas vermelhas terá saído do meu dedinho,
que ainda agora não está a tocar nas teclas... porque ainda me dói!
 A bolsinha até ficou gira e o fundo é modelo
"pacotinho de leite"! 
As coisas que eu aprendo nestas minhas pesquisas do youtube!...
 Engraçado foi quando, depois de terminadas as bolsinhas,
 e a arrumar as tralhas, encontrei fechos daqueles de separar!!!
Um ainda novo em folha, comprado por mim há séculos, 
pois já nem me lembrava que os utilizava nos casacos de tricô!!!
 Alguns foram retirados de peças que foram recicladas,
estão velhinhos, mas ainda vão ser usados noutras bolsas.
Agora que os descobri... tenho de lhes dar uso
e bolsinhas têm sempre utilidade!

Há três dias que o céu está alaranjado e o ar difícil de respirar lá fora.
Mas não será justo eu queixar-me: resolvo facilmente apenas não saindo de casa.

O País está de luto pela perda de tantas vidas nos incêndios florestais. 
Sinto muito.
Não há memória de tamanha tragédia
agravada pelas elevadas temperaturas e ventos fortes.
Havia de chover para acabar com este fogo infernal
e dar descanso a quem tanto tem feito para o extinguir.

UM ABRAÇO